O que acontece nas escolas de Ensino Fundamental em Florianópolis, também pode ser facilmente vislumbrado em nossa realidade. A diferença principal e que em Florianópolis os recursos de mídias ainda são bem mais variados do que no caso da escola em que trabalho. Mas tenho conhecimento de que muitas escolas em minha cidade possuem esses recursos e não utilizam de maneira expressiva e reflexiva com a cultura de aprendizagem, ou seja, não levam o aluno a pensar sobre o conteúdo que esta sendo estudado. Há um despreparo dos professores quanto a essas tecnologias em geral, sendo muitas vezes os próprios alunos que chegam primeiro com noticias, com o que esta na mídia, tanto em nível social, cultural, ambiental como comercial. E importante que o professor esteja preparado e informado para educar através das mídias, se aliando a ela e não apenas trazendo-a substancialmente. Temos de adentrarmos neste mundo de explosões de tecnologias e encontrar um meio de educarmos pela e para as mídias. Mas isso também não e só tarefa nossa. Há tempos alguma atitude daqueles que deveriam ser os maiores interessados vem sendo esperada. A realidade virtual esta ai, e estamos ficando pra trás, nos que deveríamos ser os precursores dessa evolução, estamos ficando a mercê dos nossos alunos, que a cada dia nos surpreendem com algum assunto que viram, ouviram... E onde fica nossa ação e mediação?Esses dias um aluno meu de apenas três anos, numa conversa informal me perguntou se eu tinha namorado, eu respondi que sim e ele retrucou mais que depressa, e você beija na boca dele “profe”?Fiquei por um momento estática e surpresa com minha própria ingenuidade. A TV esta ai, sem poupar qualquer tipo de beijo, o que eu poderia esperar... Bom, dar um discernimento de informação fiel ou ruim também e um desafio constante, por isso fica claro, a importância e a relevância social de inserirmos o quanto antes a Educação das Mídias de maneira expressiva no nosso currículo!
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